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A pirose recorrente, como sintoma isolado, sugere o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), termo que se refere á presença de lesões e/ou comprometimento da qualidade de vida resultantes do refluxo gastroesofágico. A classificação dos pacientes diagnosticados portadores de refluxo são divididos em grupos distintos: o dos que apresenta esofagite erosiva e o dos que têm doença não-erosiva. Aproximadamente 70% dos indivíduos submetidos à endoscopia digestiva alta para avaliação de pirose/azia não possuem erosão esofágica. Ambos os grupos (com e sem esofagite erosiva), apresentam o mesmo padrão de comprometimento da qualidade de vida. Rotulou-se a doença do refluxo não erosiva para caracterizar os pacientes com sintomas de refluxo, mas sem evidência endoscópica de esofagite erosiva. Aqueles nos quais as queixas não se relacionam com refluxo patológico, à expressão pirose funcional é mais apropriada. O consenso ROMA II definiu pirose funcional como a presença contínua ou intermitente, de desconforto ou dor retroesternal em queimação por pelo menos 12 semanas, ao longo de um ano, na ausência de refluxo gastroesofágico patológico, ou outro distúrbio de motilidade claramente definido. Complicação importante a ser considerada é que 2% dos casos de doença do refluxo gastroesofágico sem tratamento pode evoluir para esôfago de Barret (lesão pré-maligna) e adenocarcinoma esofágico.

   
       


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