Dra. Alessandra no controle diagnóstico das patologias do refluxo gastroesofágico Em breve a Clínica Digestiva contará com o Centro de estudos da motilidade!
FONTE REVISTA EXPRESSIVA
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Dr. José Ângelo Muniz Cirurgia Geral / Vídeocirurgia
Estima-se que a azia ou pirose ocorra diariamente em cerca de 10% da população ocidental e, uma vez por mês, em 45%. A maioria não procura atendimento médico e utiliza medicação caseira ou antiácida. Pacientes com sintomas freqüentes ou persistentes e intensos ou ainda, com complicações constituem a clientela dos consultórios e hospitais. O sintoma cada vez mais presente na população mundial (assim como no Brasil) interfere sobremaneira na qualidade de vida do indivíduo.
Pirose é uma sensação de queimação de caráter ascendente, retroesternal, culminando, às vezes, com a chegada à boca de material com sabor ácido ou amargo definido como regurgitação. Resulta quase sempre, da entrada de conteúdo gástrico no esôfago, embora algumas alterações motoras independentes do refluxo possam provocá-la. Na literatura alguns diferenciam azia de pirose, onde a sensação de queimação localizada no epigástrio ("boca do estômago") é denominada de azia e identifica com maior probabilidade, a existência de doença péptica gástrica ou duodenal. O termo azia, no entanto, é empregado por inúmeros profissionais como sinônimo de pirose, quer a sensação seja epigástrica, quer seja retroesternal ("atrás do osso central do peito"). O desencadeamento do sintoma é mais comum após refeições copiosas, ricas em gorduras, café, chocolate e álcool. Compromete consideravelmente a qualidade de vida, o desempenho no trabalho, atividades esportivas e a qualidade do sono. Quando de início súbito, é sinal de esofagite aguda (inflamação no esôfago), como a que resulta da ingestão de alguns medicamentos.