A obesidade é um fator importante na avaliação do paciente com hiperidrose. Não operamos pacientes com índice de massa corporal maior do que 25, devido ao fato de que se houver perda ponderal passarão a ter menos sudorese. Quanto menor o índice de massa corpórea, menor a incidência de hiperidrose compensatória no pós-operatório, bem como da dificuldade técnica na identificação da cadeia devido ao acúmulo de gordura.
Abordamos no pré-operatório sobre a hiperidrose compensatória (HC), efeito colateral ou indesejável no pós-operatório definido como aumento da intensidade da sudorese nos locais previamente normais, que acomete 86% dos casos, de forma transitória na maioria dos casos, mas pode ser definitivo com pequeno, médio, ou grande desconforto, dependendo do nível de secção ganglionar, sendo mais evidente em T2 e T3 do que T3 e T4. as manifestações são mais freqüentes no tronco, abdome e região costal, abaixo da linha das mamas. Nos seios e virilha podem estar presentes (raros).
O tratamento cirúrgico vídeotoracoscópico tem como vantagens às mesmas para os procedimentos minimamente invasivos: tempo curto de internação (24 h), bom resultado estético, pouco doloroso, e rápido retorno às atividades normais. Realizado sob anestesia geral, com tubo duplo lúmen (carlens) para entubação seletiva. Dois orifícios de aproximadamente 1,0 cm (linha hemiclavicular no quinto espaço intercostal e linha axilar anterior no segundo espaço intercostal)
A sudorese (hiperidrose) não obstante ser condição incômoda e constituir doença social de importância tem seu tratamento grandemente facilitado pela vídeocirurgia, melhorando a visualização das estruturas intratorácicas, aumentando a sua eficácia e segurança, alargando o horizonte do tratamento desta patologia.